Quarta-feira, 9 de Março de 2011

ANEMIA

A anemia é um conjunto de sintomas caracterizados pela diminuição da porcentagem de hemoglobina na circulação sanguínea, associada, quase sempre, a uma queda do número de glóbulos vermelhos. Clinicamente, a anemia manifesta-se sob a forma de palidez das mucosas orais e genitais. Distinguem-se vários tipos de anemias, que correspondem a mecanismos variados e determinam terapêuticas e prognósticos muito diferentes.

 

Origens diferentes

No cão a anemia pode ser resultado de um aumento anormal da hemóise (destruição dos glóbulos vermelhos), o que define as anemias hemolíticas, ou de uma insuficiência na produção de hemácias pela medula espinhal, encarregada fisiologicamente, de produzir glóbulos jovens.

 

Anemias hemolíticas

São as mais comuns devido à grande frequência de algumas de suas causas, em particular, a piroplasmose, também conhecida como babesíase (doença transmitida pelos carrapatos, que causa a destruição dos glóbulos vermelhos em circulação. Este tipo de anemia traduz-se, não só na palidez das mucosas como também na coloração anormal da urina; a hemoglobina, contida nas hemácias, é então liberada na urina e dá a coloração "borra de café" que se observa em todas as hemólises maciças. Às vezes a anemia é acompanhada de incterícia, caracterizada pela coloração amarelada as mucosas orais e genitais.

No cão, também ocorrem outras causas de hemólise, em particular, causas imunológicas; o organismo ataca seus próprios glóbulos e elabora anticorpos para destrui-los. Este tipo de anemia hemolítica pode ocorrer de repente, sem razão aparente, ou ser a seqüela, por exemplo, de uma babesíase.

 

Anemias de origem medular

As anemias originadas por uma insuficiência de produção de glóbulos vermelhos pela medula respondem a vários mecanismos. Em condições fisiológicas, a produção de hemácias requer a presença de um hormônio de origem renal, a eritropoietina, a presença de células matrizes a partir das quais se produzirão as futuras hemácias e, a presença de materiais necessários para a fabricação e montagem dos elementos que constituem o glóbulo vermelho, em particular, o núcleo e a hemoglobina.

A produção das hemácias pela medula espinhal pode ser perturbada por diversas razões: redução da síntese da eritropoietina pelo rim, em particular nos casos de insuficiência renal, que provoca a dominuição da quantidade de células matrizes; estas últimas também podem ser bloqueadas por células tumorais ou por uma esclerose que invada a medula; também podem ser destruídas por agentes citotóxicos, por exemplo, antimióticos utilizados no tratamento de certos tipos de câncer no cão.

Por úlimo, os elementos indispensáveis para a formação do núcleo da hemácia (em particular vitamina B9 e B12) ou para a formação da hemoglobina (ferro) podem faltar devido, essencialmente, à insuficiência de acréscimos causados por transtornos digestivos crônicos (diarréia crônica de origem parasitária, tumores no tubo digestivo).

 

Exames específicos

As causas das anemias são numerosas e, antes de trata-las especificamente, torna-se indispensável identificar e quantificar a anemia para poder classificá-la no grupo correspondente: anemias hemolíticas, anemias por perdas (hemorragias) ou anemias de origem medular.

A partir de uma amostra de sangue, o veterinário realizará os exames específicos. Os dois principais são:

  • Exame quantitativo, realizado com um contador automático, que permite determinar o número de glóbulos vermelhos, a taxa de hemoglobina, o número de glóbulos brancos e sua distribuição; o cálcuilo de certos índices de padrão, que também permite caracterizar a anemia. Também é importante conhecer a taxa de reticulócitos, células que correspondem às formas imaturas de glóbulos vermelhos. É indispensável realizar esta contagem para avaliar a capacidade de resposta medular diante de uma anemia.
  • Um segundo exame é qualitativo e consiste no exame de um esfregaço de sangue extraído no qual o veterinário irá procurar a presença de parasitas (babesíase) e poderá observar a morfologia das hemácias.

É só de posse dos resultados destes exames, que será possível definar a anemia e a melhor tesrapêutica para o seu tratamento.

O Tratamento da anemia é, antes de mais nada, causal. Tratar uma anemia hemolítica de origem piroplasmática requer, em primeiro lugar, o tratamento do piroplasma. O tratamento de uma anemia por perda requer a procura da hemorragia; uma intervenção cirúrgica ou não, será acompanhada por uma transfusão sangüínea, caso necessário.

O tratamento das anemias de origem medular pode requerer, igualmente, uma transfusão ou, simplesmente, a suspensão do tratamento antimiótico em caso de câncer.

Excepcionalmente, pode ser indispensável administrar ferro ou vitamina B12 aos animais anêmicos, mas essas medidas devem ser prescritas apenas pelo médico veterinário.

 


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 19:43
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

FELIZ NATAL


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:03
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

MENTIRAS E VERDADES SOBREVACINAÇÃO CANINA

1. Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pela mães durante um tempo curto logo após o nascimento.

VERDADE Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecciosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 a 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.

 

2. Fêmeas revacinadas antes da cobertura passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.

VERDADE Quanto mais alta for a concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.

 

3. Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes.

FALSO : Os anticorpos recebidos da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.

 

4. A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.

FALSO : O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.

 

5. Cães idosos(mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, então devem ser revacinados anualmente.

VERDADE Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.

 

6. A vacinação de animais que já estão doentes, irá prevenir a progressão da doença.

FALSO : A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. 7 dias a duas semanas são necessários para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.

 

7. Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.

VERDADE Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demostraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.

 

8. Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e Parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.

FALSO : Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma desta doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas pode ser tão severas que podem predispor o animal a ter inúmeras outras doenças

 


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 04:32
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

O CÃO DE AUBRY

Um fato histórico narrado pelo Beneditino Bernardo de Montfaucon

 

 

A primeira estória que nos acode à lembrança quando evocamos o amor, a inteligência e a fidelidade do cão, é aquela extraída pelo beneditino Bernardo de Montfaucon, do Teatro de Honra e de Cavalaria de Colombiere.

"Na corte do Rei Carlos V, da França, havia um fidalgo de nome Macaire, que muito invejava um dos seus companheiros, Aubry de Montdidier, favorecido pelo rei. Macaire decidiu assassinar Aubry.

Um dia esperou-o na floresta de Bondy e matou-o.

Ninguém testemunhou o crime, salvo o cão de Aubry, um grande galgo.

O assassino enterrou a vítima no mesmo lugar em que ela caíra, e o cão durante muitos dias dali não se afastou.

Finalmente, impelido pela fome, partiu em direção a Paris, e foi pedir comida aos amigos de Montdidier, voltando em seguida para o ponto em que jazia o corpo do seu dono. Muitas vezes fez o mesmo trajeto.

Finalmente, intrigados por seus gemidos, os amigos de Aubry tiveram a curiosidade de o seguir; e, na floresta, removendo a terra, acharam o cadáver.

Alguns dias após, o galgo, que fora recolhido por um parente do assassinado, avistou Macaire, num grupo de fidalgos e sem hesitação saltou-lhe ao pescoço.

O rei, que a morte do seu favorito havia entristecido, foi informado e ordenou que a experiência se repetisse na sua presença.

Foi trazido o cão, em seguida entrou Macaire, dissimulando-se entre numerosos cortesãos.

O animal não hesitou um instante: correu a ele e atacou-o com violência.

Um inquérito determinou certas provas contra aquele fidalgo, que continuou, no entanto, a afirmar a sua inocência.

- Vamos, resolveu o rei, apelar para o julgamento de Deus.

Foram conduzidos para a ilha de São Luís, o cão e Macaire. Começou o duelo:

Num campo fechado entrou Macaire, armado de um bastão. O galgo tinha por defesa um tonel aberto nas duas extremidades, onde ele podia refugiar-se.

O combate foi curto. O animal, correndo em torno do seu adversário, evitava o bastão, quando, de súbito, saltou à garganta do fidalgo. O homem fez sinal para que o libertassem, pois diria a verdade.

Conduzido à presença de Carlos V, confessou o crime, sendo, em seguida, enforcado".

Em um saião do Castelo de Montargis, um pintor reproduziu a cena desse original duelo. O cão galgo de Montdidier tornou-se célebre na História, mais célebre talvez que o próprio Montdidier, miseravelmente assassinado por um bandido vestido de casaca e que comia à mesa do rei.

Se naquele corpo de cão, não existisse um Espírito, uma alma racional e sentimental, ele não poderia externar os grandes sentimentos que eternizaram seus fetos.

 

 


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:01
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

ENTENDA POR QUE A COMPANHOA DOS ANIMAIS FAZ TÃO BEM PARA A SAÚDE

Aqueles que têm um animal de estimação já sabem: bichos fazem as pessoas sentirem-se bem. Mas estamos falando de mais do que isso. Seu bicho favorito pode não só torná-lo mais saudável, como mantê-lo assim. Bastam de 15 a 30 minutos com um cachorro ou um gato, ou observando um peixe nadando no aquário para a pessoa tornar-se menos ansiosa e estressada. O corpo naturalmente vai passando por mudanças físicas que ajudam a desacelerar e transformam o humor. O nível do cortisol, hormônio associado ao estresse, diminui. A produção de serotonina, um importante mensageiro químico associado ao bem-estar, aumenta.

 

Bichos mantêm a pressão em dia

É claro que você ainda terá que cuidar do peso e se exercitar. Mas ter um animal de estimação pode ajudá-lo a manter sua pressão em bons níveis. Num estudo americano com 240 casais, os que têm animais de estimação apresentaram níveis de pressão mais baixos e menor incidência de problemas no coração. Outro estudo mostrou que crianças com hipertensão arterial baixaram os níveis enquanto cuidavam de um cachorro.

 

Ajudam a baixar o colesterol

Não é para fugir da cartilha médica: dieta, exercício e em alguns casos, remédio, são importantes para baixar o colesterol. Mas os bichos também: pesquisadores constataram que aqueles que têm animais têm níveis de triglicerídeos e de colesterol mais baixos.

 

Gatos e cachorros fazem bem ao coração

Um estudo que durou mais de 20 anos mostrou que pessoas que não tinham um gato tinham 40% mais risco de morrer de um ataque do coração do que aquelas que tinham o animal. Os pesquisadores não sabem por quê. Mas os ataques de coração são mais raros entre aqueles que têm gatos. A hipótese é de que os gatos têm um efeito maior calmante sobre os donos do que os outros animais. Outro estudo mostrou que os donos de cachorros tem muito mais chance de sobreviver a um ataque cardíaco. Os donos de animais de estimação apresentaram um risco menor de morrer de qualquer doença do coração.

 

Animais combatem a depressão

Terapeutas já prescrevem bichos de estimação como um caminho para lidar com a depressão e se recuperar da doença. Não há amor mais incondicional do que de um bicho pelo seu dono. Cuidar de um animal tem efeito calmante: caminhar com ele, brincar, alimentá-lo tira você do centro das atenções e faz com que você se sinta melhor na maneira como lida com o tempo.

 

Uma forma física melhor

Pessoas que têm cachorros tendem a ser mais ativas e mais magras do que aquelas que não têm. Levar o seu cachorro para uma caminhada de 30 minutos todos os dias fará com que você não fique parado. Duas caminhadas de 15 minutos, uma pela manhã e outra à tarde, terão o mesmo efeito.

 

Mais interação, menos isolamento.

Um segredo para manter a mente saudável é manter-se ligado aos outros. Pessoas que têm cachorros costumam conversar com outras que também têm nas ruas, andando na praia. É um bom caminho para a socialização.

 

Menos alergias, imunidade fortalecida.

Pesquisadores notaram que quando as crianças crescem numa casa onde há um cachorro ou um gato elas têm menos de terem alergia. O mesmo ocorre com as crianças que moram em fazendas com grandes animais. Além disso, níveis mais altos de alguns sistemas químicos ligados à imunidade indicam um sistema imunológico mais forte. E mais: por mais contraditório que pareça, crianças que crescem com gatos têm menos risco de ter asma. Só há uma exceção: aquelas cujas mães têm alergia ao pelo do gato têm três vezes mais risco de desenvolver asma se entrarem em contato com gatos.

 

Parcerias com os terapeutas

Cachorros podem ser aliados na terapia. O animal no consultório costuma deixar as pessoas mais seguras, e também pode mostrar outro ponto de vista para um paciente. Nos hospitais e em asilos, estudos indicam que a presença dos bichos diminui a ansiedade e o humor dos pacientes. Também acelera a recuperação e aumenta a coordenação motora de crianças e idosos.

 

Alerta em crises epiléticas

Animais são mais sensíveis às mudanças bruscas de comportamento e podem ser aliados de pacientes epiléticos. Cachorros costumam latir ou ficam extremamente inquietos durantes as crises de seus donos. Outros se deitam ao lado da pessoa para evitar que ela se machuque. Nos Estados Unidos, organizações sem fins lucrativos treinam cachorros para acompanhar epiléticos.

 

Um apoio maior para autistas

Problemas sensoriais são comuns para crianças autistas. Exercícios com cães e cavalos podem ajudar os pacientes a conviverem melhor socialmente. Eles também costumam deixar as crianças mais calmas e tolerantes.

 

Ajudinha para ter ossos mais fortes

Caminhar diariamente com seu bicho de estimação é uma ótima forma de fortalecer os ossos e diminuir o risco de osteoporose. As caminhadas fortalecem a musculatura da perna e dos quadris. Se for durante a manhã, melhor ainda, já que o corpo passa a sintetizar mais vitamina D quando exposto ao sol. Os bichos também podem trazer alívio para quem sente dor, diminuindo a intensidade das crises de artrite reumatoide e fibromialgia. Além da distração, os animais incentivam uma vida mais ativa, medida necessária, mas geralmente difícil para os portadores de dores crônicas.

 


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:00
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

PEDIDO DOS ANIMAIS


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 03:48
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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

VOCÊ TEM RAÇA?


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:47
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

A ALIMENTAÇÃO INADEQUADA E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

 

 

O acontecimento mais comum é a troca de ração entre espécies. Este fato pode provocar distúrbios gastrointestinais a curto e médio prazos, e danos renais e hepáticos a médio e longo prazos, geralmente irreversíveis. Por exemplo, muitas vezes vemos que cães têm verdadeiro apreço por ração felina. A razão disso é que o gato possui um paladar mais apurado, obrigando que a ração seja mais saborosa. Mas há um pequeno porém: a ração de gato possui uma substância que é indispensável a esse animal, a taurina. Essa proteína está presente na ração pois o gato não é capaz de sintetizá-la, e tem importante papel no metabolismo felino. A falta dessa proteína, a médio e longo prazos, provoca degeneração de retina e cardiomiopatia. É dispensável na nutrição canina, sendo que a presença em excesso desse nutriente (e entenda-se por excesso simplesmente a quantidade presente na ração felina) provoca disfunções nutricionais e metabólicas no cão.

Outro fato comum, ainda nesse quesito, é o oferecimento de ração canina ou felina a iguanas. Muitas pessoas justificam esse fato dizendo que o iguana, em sua fase juvenil, precisa ingerir proteína animal... Bem, há uma grande diferença entre a proteína animal contida num inseto e a proteína animal contida numa ração canina ou felina, tanto em termos de quantidade e tipo de proteínas, quanto à diferença nos demais componentes (vitaminas, minerais etc.).


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 00:10
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

IDADE DOS CÃES EM REFERÊNCIA AO HOMEM


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 18:03
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POR AMOR DO AMOR

 

O cachorro estava com câncer terminal. Sofria muito.

O veterinário falou em sacrificá-lo.

Aqui, amigo leitor, abramos parêntesis na narrativa para considerar a questão da eutanásia, a chamada morte branda, com o que se pretende evitar a cacotanásia, a morte em meio a grandes padecimentos.

Todas as religiões, incluindo o Espiritismo, lhe são frontalmente contrárias. A razão é elementar: se a vida procede de Deus, somente o Criador tem o direito de eliminá-la.

Seguindo essa linha de raciocínio, por que, em se tratando de um animal, deveríamos outorgar aos donos o direito de decidir quando deve deixar de viver?

Fala-se em misericórdia. Coitado!

Sofre tanto!

Argumento infundado! Evocando-o, poderemos, pelo mesmo motivo, abreviar os sofrimentos de um familiar, paciente terminal.

Outra alegação: o moribundo com dores atrozes cumpre um carma. Cachorro não tem dívidas a pagar. Não precisa sofrer para morrer…

Mas quem pode dizer que não há razão para os sofrimentos de um animal?

Será que Deus errou?

A Doutrina Espírita ensina que as dores enfrentadas pelo princípio espiritual que anima um ser inferior da criação aceleram o desenvolvimento de suas potencialidades, ajudando-o a desenvolverem a complexidade que lhe permitirá transformar-se em ser pensante.

Seria a dor-evolução.

Deus não faz nada por mero diletantismo. Tudo tem uma razão de ser.

E porque os homens não entendem essa realidade, dão-se ao desfrute de sacrificar o animal, menos por misericórdia, mais pelo fato de que é incômodo dispendioso e desagradável cuidar dele.

Fechamos parêntesis.

Sugestão aceita, a família observou o veterinário a aplicar o anestésico fulminante no animal.

Depois conversavam, questionando a brevidade da existência dos cães, que bem poderiam viver mais tempo.

O filho, uma criança de quatro anos, que tudo ouvia, disse:

– Eu sei por que os cachorros vivem pouco...

Para surpresa de todos, explicou:

– Mamãe diz que pessoas nascem para aprender a ser boas, a amar todo mundo. Não é isso mesmo?

– Sim, meu filho.

E o menino:

– Os cães já nascem sabendo como fazer isso, portanto não precisam viver tanto tempo...

Absolutamente correto!

Se tivermos de definir o que estamos fazendo na Terra, qual o objetivo primordial da existência humana, responderíamos, com o menino, que estamos aqui para aprender a exercitar aquela que é a lei maior do Universo – o Amor.

Isso não é novidade. Desde as culturas mais remotas temos sido instruídos nesse sentido.


publicado por SÉRGIO RIBEIRO às 01:14
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